Como Ganhar Dinheiro Vendendo a Íris do Olho: Tudo o que Você Precisa Saber

Por: Lisandra Suellen

Na última segunda-feira, dia 13, um vídeo chamou atenção e se tornou viral no TikTok e em outras redes sociais. Nele, uma jovem narra como foi “vender meu olho” ao visitar um local em São Paulo onde várias pessoas estavam na fila com o mesmo propósito. Seguindo as etapas para realizar o procedimento, ela mostrou como recebeu uma quantia em dinheiro pela operação. Por trás do vídeo, está o projeto World, liderado por Alex Blania e Sam Altman, CEO da OpenAI.

Inicialmente chamado de Worldcoin, o World foi lançado em 2023 e rapidamente se espalhou por diversos países. O projeto, que conta com uma criptomoeda própria e uma rede blockchain, realizou testes no Brasil em 2023, mas retornou oficialmente ao país no final de 2024. Desde então, tem se destacado em várias nações, como Argentina e Brasil, atraindo a atenção de quem busca recompensas financeiras pelo registro da íris. No entanto, o projeto também enfrenta críticas e está sob o olhar atento de autoridades.

Como ganhar dinheiro vendendo a Íris do olho

O que é o World?

O World é uma iniciativa da Tools for Humanity, com o objetivo de diferenciar humanos de robôs e inteligências artificiais. Cada participante recebe uma World ID, uma espécie de “passaporte digital” que comprova sua identidade como humano. Veja também sites para renda extra

Em entrevista à EXAME, Alex Blania explicou que a ideia surgiu em resposta ao aumento de bots e conteúdos sintéticos na internet e redes sociais, que dificultam a identificação de usuários reais. Blania acredita que o problema continuará crescendo, exigindo soluções inovadoras.

O propósito do World é oferecer uma “credencial de humanidade” que ajude governos, empresas e indivíduos a distinguir entre humanos e máquinas. Para isso, o projeto busca alcançar o maior número de pessoas possível, já que sua eficácia depende de uma ampla adesão. É nesse contexto que o registro de íris e a recompensa em criptomoedas entram em cena.

Registro de íris: como funciona?

A “prova de humanidade” oferecida pelo World é realizada por meio do Orb, um dispositivo que utiliza tecnologia semelhante à de uma câmera para registrar a íris do usuário. Após o registro, a pessoa recebe sua World ID e a garantia de que foi identificada como humana.

Para incentivar a adesão, os participantes são recompensados com uma quantia em worldcoins, a criptomoeda do projeto. No momento, 1 worldcoin equivale a US$ 2, com uma capitalização de mercado de US$ 1,7 bilhão, posicionando-se entre as 75 principais criptomoedas do mundo.

Esse modelo reflete os princípios da Web3, a próxima geração da internet, onde usuários recebem benefícios em troca de sua participação e fornecimento de dados. Na Web2, isso já acontece, mas sem recompensas monetárias. A Tools for Humanity afirma que o registro de íris não é uma “venda”, mas sim uma forma de engajamento. O pagamento é dividido em duas etapas: metade é entregue após o registro e o restante é distribuído ao longo de 12 meses, podendo ser sacado pelo aplicativo.

Críticas e controvérsias

Apesar do sucesso, o World tem enfrentado críticas e questões legais em diversos países. Na Espanha, por exemplo, as operações foram proibidas devido à falta de transparência sobre o uso de dados, registros de menores de idade e a impossibilidade de os usuários revogarem consentimentos. Portugal seguiu a mesma linha, citando preocupações com a proteção de dados pessoais, especialmente de menores. Na Coreia do Sul, o projeto foi multado em US$ 830 mil por violar leis de privacidade, e a Argentina também aplicou sanções.

O maior receio está relacionado ao uso de dados biométricos, como a íris, que é considerada altamente sensível. Caso esses dados sejam vazados, os prejuízos para os usuários podem ser irreversíveis. Além disso, falhas nos termos de uso e a ausência de clareza sobre o tratamento das informações têm gerado desconfiança.

O World afirma que não armazena os dados de íris, substituindo-os por códigos imediatamente após o registro. Segundo a empresa, isso garante que as informações não sejam utilizadas para outros fins. No Brasil, a empresa se comprometeu a colaborar com as autoridades para esclarecer dúvidas, mas as preocupações não têm impedido o crescimento do projeto.

Na última sexta-feira, dia 10, o World alcançou a marca de 10 milhões de usuários globais com a “prova de humanidade”. O projeto tem se destacado em economias emergentes, como a Argentina, e já conta com mais de 100 mil usuários registrados no Brasil, mesmo com menos de dois meses de operação.

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